Explore a nossa abordagem sobre segurança de barragens operadas pela EMAE!

 

Nesta seção, fornecemos informações essenciais sobre as medidas e protocolos rigorosos implantados para garantir a segurança das nossas barragens. A EMAE está comprometida com a operação responsável e sustentável das suas instalações hidrelétricas, e isso inclui a implementação de práticas robustas de segurança. Aqui você encontrará detalhes sobre os sistemas de monitoramento contínuo, inspeções regulares e medidas preventivas adotadas para mitigar quaisquer riscos potenciais. Nosso objetivo é assegurar a segurança não apenas das nossas instalações, mas também das comunidades e do meio ambiente ao seu redor.

BARRAGENS HIDRELÉTRICAS

BARRAGENS HIDRELÉTRICAS

Barragem é qualquer estrutura construída em um curso permanente ou temporário de água para fins de contenção ou acumulação de substâncias líquidas ou de misturas de líquidos e sólidos, compreendendo o barramento e as estruturas associadas (Instituto Brasileiro de Sustentabilidade).

No caso da EMAE, as barragens existem para aproveitamento hidrelétrico e represam e armazenam água, que é a matéria-prima para a produção de energia hidrelétrica. Além disso, também é função da barragem hidrelétrica obter o desnível necessário para girar as turbinas das unidades geradoras.

As barragens hidrelétricas podem ser construídas com um ou mais tipos de materiais em uma mesma estrutura, como concreto, terra, enrocamento (rocha), entre outros.

Elas são sempre projetadas para não sofrerem modificações em suas estruturas civis, por isso, seguem características técnicas e níveis de confiabilidade e segurança definidos desde o seu projeto básico e são monitoradas constantemente.

Contam também com estruturas extravasoras projetadas para suportar vazões elevadas por chuvas extremas, o que garante o controle do nível do reservatório, evitando o chamado galgamento, que é o transbordamento da barragem.

 

Há grandes diferenças entre barragens de hidrelétricas, como as da EMAE, e de rejeitos.

Barragens de contenção de rejeitos são construídas para armazenar resíduos sólidos e água resultantes de processos de extração de minérios, sendo que o armazenamento desses rejeitos é necessário para evitar danos ambientais.

A barragem é construída, basicamente, a partir de um dique inicial e, na sequência, são realizados alteamentos (elevações) sucessivos, depositando material sobre esse dique inicial, normalmente oriundo do próprio rejeito de mineração.

O método de alteamento mais utilizado para esse tipo de barragem é o de alteamento a montante – proibido pela Lei 14.066/2020.

Por sua própria natureza, as barragens hidrelétricas têm características técnicas de projeto, construção e operação completamente distintas das barragens de rejeitos, sendo construídas em concreto, terra ou enrocamento.

As barragens da EMAE são construídas em concreto, terra ou enrocamento e foram projetadas para não sofrerem modificações em suas estruturas civis (alteamentos). Além disso, possuem sistemas extravasores, que são conjuntos de grande importância para a segurança das estruturas, constituídos por vertedouros e descarregadores de fundo.

Esses sistemas extravasores tem como finalidade a regularização dos níveis do reservatório, amortecimento dos níveis das enchentes, regularização das vazões dos rios a jusante (lado de baixo da barragem, na direção da foz), descarga segura a jusante das vazões de enchente, prevenção do galgamento da barragem, esvaziamento do reservatório em casos de emergência etc.

É a Lei Federal nº 12.334, de 2010, que estabeleceu a Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB), modificada pela lei 14.066/2020.

SEGURANÇA DE BARRAGEM NA EMAE

Segurança e manutenção de barragens

As barragens operadas pela EMAE têm como finalidade a geração de energia e foram construídas em concreto, aterro compactado e enrocamento (rochas), seguindo rigorosamente normas técnicas nacionais e internacionais, com fatores de segurança compatíveis com as exigências dessas estruturas. Como a maioria desse tipo de estrutura, não sofrem alteamento durante sua vida útil.

Todas as nossas estruturas têm um Plano de Segurança de Barragem (PSB), seguindo rigorosamente as exigências da legislação vigente, e as orientações das agências regulamentadoras (ANEEL, ANA). Esses planos são estruturados em seis volumes:

 

>> Volume I – Informações Gerais;

>> Volume II – Documentação Técnica;

>> Volume III – Planos e Procedimentos;

>> Volume IV – Registros e Controles;

>> Volume V – Revisão Periódica de Segurança de Barragem (RPS ou RPSB); e

>> Volume VI – Plano de Ação de Emergência (PAE).

 

O volume V trata das Revisões Periódicas de Segurança de Barragens, em execução, onde o escopo do trabalho, conduzido por consultorias externas, é uma avaliação ampla das condições estruturais, geotécnicas, hidráulicas, do comportamento da instrumentação e outros aspectos que determinam o estado de segurança estrutural do empreendimento.

 

Todos os trabalhos das Revisões Periódicas de Segurança estão sendo supervisionados pela equipe da EMAE, formada por engenheiros e técnicos especialistas em segurança de barragens.

Devem ser executadas entre cinco e 10 anos, dependendo da classe da barragem. Na EMAE todas as nossas barragens são classificadas como A ou B.

 

Classe da Barragem: A – Periodicidade: 5 anos

Classe da Barragem: B – Periodicidade: 7 anos

Classe da Barragem: C – Periodicidade: 10 anos

As barragens da EMAE são fiscalizadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (ARSESP).

ESTRUTURAS OPERADAS PELA EMAE

ESTRUTURAS OPERADAS PELA EMAE

>> Barragem do Rio Grande e Usina Elevatória de Pedreira

>> Barragem do Guarapiranga

>> Usina Elevatória São Paulo (antiga Usina Elevatória de Traição)

>> Estrutura de Retiro

>> Dique do Córrego Preto e Sangradouro Preto Monos

>> Barragem Reguladora Billings-Pedras e Dique nº7

>> Dique do Marcolino

>> Dique do Passareúva

>> Dique do Cubatão de Cima

>> Dique do Rio Pequeno e Sangradouro Pequeno-Perequê

>> Sangradouro Pedras-Perequê

>> Barragem e Dique do Córrego da Cascata

>> Barragem de Rio das Pedras

>> Usina Henry Borden

>> Barragem Edgard de Souza

>> Barragem e Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Pirapora

>> Barragem e Usina Hidrelétrica de Rasgão

>>Barragem e Usina Hidrelétrica de Porto Góes

CARACTERÍSTICAS DAS BARRAGENS E ESTRUTURAS DA EMAE

A barragem do Rio Grande, localizada na zona sul da cidade de São Paulo, é o barramento principal do Reservatório Billings e, ao longo da estrutura, está instalada a Usina Elevatória de Pedreira. Construída em 1937, sua principal finalidade é bombear as águas do Canal Pinheiros Superior para o Reservatório Billings – Compartimento de Pedreira, através de suas unidades geradoras reversíveis.

A barragem do Guarapiranga é uma estrutura de grande dimensão, construída no ano de 1908, sendo a sua finalidade original atender às necessidades de produção de energia elétrica na antiga usina hidrelétrica de Parnayba. Atualmente, as águas do local são utilizadas para abastecimento público.

A Usina Elevatória São Paulo, antiga Usina Elevatória de Traição, localizada na Vila Olímpia, divide o Canal Pinheiros em dois trechos denominados Canal Pinheiros Superior e Canal Pinheiros Inferior. Essa usina tem como finalidade principal o bombeamento das águas do Canal Pinheiros Inferior para o Canal Pinheiros Superior.

Estrutura de concreto de média dimensão, localizada no Canal Pinheiros Inferior, na região da confluência dos rios Pinheiros e Tietê. Foi construída no ano de 1942 e remodelada em 1998 para instalação de comportas motorizadas, a fim de tornar as manobras de abertura e fechamento mais rápidas.

O dique do córrego Preto é uma estrutura de grande dimensão, localizada no extremo sul da cidade de São Paulo (região de Parelheiros), construída no ano de 1937, onde está construído o Sangradouro Preto-Monos.

Estrutura de grande dimensão, localizada na cidade de São Bernardo do Campo, construída no ano de 1936. As águas descarregadas pelos vãos das comportas são lançadas no Canal de Ligação Billings-Pedras, acumulando-se depois no Reservatório do Rio das Pedras.

Estrutura de grande dimensão, localizada na cidade de São Bernardo do Campo, construída no ano de 1934. Não possui dispositivo de descarga, tendo sido construída para obstruir as águas quando da formação do Reservatório Billings, sendo remodelada em 1986.

Estrutura de grande dimensão, localizada na cidade de São Bernardo do Campo, construída no ano de 1937. Não possui dispositivo de descarga, tendo sido construída para obstruir as águas quando da formação do Reservatório Billings, sendo remodelada em 1991/1992.

Estrutura de grande dimensão, localizada na cidade de São Bernardo do Campo, construída no ano de 1935. A remodelação completa dessa estrutura ocorreu em 1991/1992.

Estrutura de grande dimensão, localizada na cidade de São Bernardo do Campo, construída no ano de 1937. Nessa estrutura está construído o Sangradouro Pequeno-Perequê.

Estrutura de média dimensão, localizada na cidade de São Bernardo do Campo, construída no ano de 1928.

Estruturas de dimensões médias, localizadas na cidade de São Bernardo do Campo, construídas no ano de 1928. Não possuem dispositivos de descarga, tendo sido construídas para a obstruir as águas para a formação do Reservatório do Rio das Pedras.

Estrutura de grande dimensão, localizada na cidade de São Bernardo do Campo, concluída no ano de 1926.

Usina localizada na cidade de Cubatão com 14 unidades geradoras, sendo que oito unidades se localizam na Usina Externa e 6 unidades na Usina Subterrânea.

Estrutura de grande dimensão, localizada na cidade de Santana de Parnaíba, construída no ano de 1901.

Estrutura de grande dimensão, localizada na cidade de Pirapora do Bom Jesus, construída no ano de 1956. Possibilita o controle do nível do reservatório de Pirapora.

Estrutura de média dimensão, localizada na cidade de Pirapora de Bom Jesus, construída no ano de 1925. Possibilita o controle da vazão do Rio Tietê.

Estrutura de pequena dimensão, localizada na cidade de Salto, construída no ano de 1928. Possibilita o controle da vazão do Rio Tietê e foi construída no ano de 1928.

PLANOS DE AÇÃO DE EMERGÊNCIA (PAES)

O PAE  é um plano elaborado para fornecer diretrizes, estratégias, informações e dados que permitam a adoção de procedimentos lógicos, técnicos e administrativos a serem implantados em casos de acidentes ou iminência de acidentes, objetivamente ruptura ou galgamento (passagem de água por cima).

Sim. Para atender às exigências da Política Nacional de Segurança de Barragens, a EMAE entregou, no ano de 2019, 19 Planos de Ações de Emergência para as prefeituras e Defesas Civis, Municipais e Estadual, possibilitando a elaboração dos Planos de Contingências (PLANCON).

A EMAE contratou uma empresa terceirizada para fazer a implantação das atividades que foram previstas no PAE das suas barragens. Entre as atividades estão previstos:

 

> O planejamento para a instalação do sistema de comunicação e alerta;

> Realização de treinamentos internos

> Realização de exercícios simulados internos e externos

> Cadastramento da população localizada na Zona de Autossalvamento (ZAS).

> Araçariguama

> Barueri

> Carapicuíba

> Cabreúva

> Cubatão

> Elias Fausto

> Guarujá

> Itanhaém

> Itu

> Mongaguá

> Osasco

> Pirapora do Bom Jesus

> Porto Feliz

> Praia Grande

> Salto

> Santana do Parnaíba

> Santos

> São Paulo

> São Vicente

> São Bernardo do Campo

Minimizar as consequências a jusante, se possível, e preservar outras instalações que eventualmente estejam na cascata (jusante), evitando seu rompimento.

Existe uma série de providências necessárias em caso de um acidente, entre outras, acionar o Comitê de Monitoramento de Crise (CMC) da EMAE, acionar imediatamente todos os órgãos envolvidos na proteção das populações impactadas (defesas civis e prefeituras), apoiar as defesas civis municipais para retirada, deslocamento e apoio humanitário às populações afetadas, principalmente nas áreas das ZAS.

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