TESTES DE VÁLVULA ESFÉRICA DA USINA SUBTERRÂNEA SÃO REALIZADOS
BlogEquipamento passou por modernização e voltará para empreendimento operado em Cubatão
Foram seis meses até cada peça voltar para o encaixe perfeito. Esse foi o período que a válvula esférica que será instalada na unidade 13 da usina subterrânea do Complexo Henry Borden ficou em manutenção na fábrica da Voith Hydro, em São Paulo. A válvula esférica retirada de uma unidade é modernizada e instalada em outra dentro do programa de substituição de todas as válvulas.
Essa já é a segunda válvula que é modernizada e, para que o serviço de retirada do equipamento seja feito, é necessário interromper a operação da usina subterrânea e instalar a comporta ensecadeira (Stop Log’s), que isola o túnel adutor do reservatório Rio das Pedras para seu total esvaziamento.
São muitas pessoas envolvidas no processo. Com mais de 60 toneladas, transportar esse equipamento de um lugar para o outro (da usina até a Voith e vice-versa) é quase uma missão impossível e envolve equipes de ambas as empresas.
À frente da operação, está o coordenador da Engenharia Mecânica, Leilton Santos da Silva, que fala sobre os dois dias de testes que foram realizados na fábrica da Voith este mês, após a conclusão dos serviços prestados.
“É um trabalho minucioso. Acompanhamos os testes funcionais da válvula, como a aplicação e retração dos selos jusante e montante, a abertura e fechamento, e aplicamos pressão com uma bomba manual para simular as condições reais”.
Quem também acompanhou de pertinho foi Raphael Rodrigues Ferreira, Engenheiro Mecânico da EMAE. “As inspeções e testes hidrostáticos são fundamentais para averiguar quaisquer vazamentos na unidade e nos dá a garantia da integridade de todo conjunto.”
Para a modernização das válvulas esféricas, a EMAE investiu R$ 40,2 milhões, incluindo a fabricação de uma nova válvula e a modernização de todas as seis válvulas existentes da usina subterrânea, além da substituição dos painéis de controle, proteção e operação.
Agosto de 2023.