Histórico

A EmaeEmpresa Metropolitana de Águas e Energia S.A. tem suas origens em 1899 com a fundação da The São Paulo Railway, Light and Power Company Limited, em Toronto, Canadá, e com o decreto nº 3.349, assinado pelo então Presidente da República, Campos Salles, que autorizou a empresa a funcionar no Brasil.

1901
1901

Em 1901, entrava em operação a primeira hidrelétrica da Light no Brasil e a maior brasileira até então, a Usina de Parnaíba, com 2 MW de capacidade. Em 1912, para manter o suprimento de energia, sua capacidade foi ampliada para 16 MW. Nesse mesmo ano, começava a funcionar uma usina termoelétrica a vapor na rua Paula Souza, em São Paulo.

1908
1908

Em razão do grande consumo de água exigido pelas turbinas da Usina de Parnaíba, a Light precisava regularizar a vazão do Rio Tietê. A solução encontrada foi a implantação de uma represa em um dos afluentes do Rio Pinheiros, o Rio Guarapiranga, conhecido como Embu-Guaçu. Assim, foi construído o Reservatório Guarapiranga, entrando em operação em 1908.

1924/1925
1924/1925

Desde 1923, o engenheiro Asa White Kenney Billings estudava a implantação do “Projeto da Serra”, que visava a geração de energia elétrica aproveitando o desnível da Serra do Mar. 

 

Entre os anos de 1924 e 1925, uma forte estiagem reduziu a capacidade de vazão dos rios. São Paulo era palco de um rápido crescimento industrial e, consequentemente, da demanda de eletricidade.

 

A situação vivida em 1924 provocou a redução de, aproximadamente, 30% do fornecimento de energia elétrica. Ainda nesse ano, foram instaladas mais duas unidades na Usina Paula Souza, elevando sua capacidade. Foi também construída em prazo recorde (sete meses) a Usina Hidrelétrica de Rasgão, entre Pirapora e Cabreúva, que entrou em operação em 1925.

1926
1926

Em 1926, entrava em operação a primeira unidade geradora da Usina de Cubatão, hoje chamada de Henry Borden. Em 1927, foi adquirida, ainda em fase de construção, a Usina Porto Góes, inaugurada em 1928, com capacidade de 11 MW.

1930
1930

A partir da década de 1930, para o aumento da capacidade de geração da Usina Henry Borden, foram realizadas as obras de retificação e reversão do Rio Pinheiros, a formação do Reservatório Billings, a construção das usinas elevatórias de Pedreira e de Traição (atual Usina São Paulo) e da Barragem Reguladora Billings-Pedras. Também foi construída no Rio Tietê a Barragem de Pirapora, formando o Reservatório de Pirapora. Na confluência dos rios Pinheiros e Tietê, foi construída a Estrutura de Retiro com a finalidade de separar as águas dos rios em caso de cheias.

 

O Reservatório Guarapiranga deixou de ter a função de regular a vazão do Rio Tietê e passou a ser usado para o abastecimento de água e o controle de cheias de sua própria bacia. Todos esses avanços propiciaram a ampliação da capacidade da Usina Henry Borden que, com a entrada em operação da seção subterrânea, em 1956, atingiu 880 MW de capacidade instalada.

1954
1954

Em 1954, foi inaugurada a Usina Termoelétrica Piratininga, dotando o parque gerador, até então quase exclusivamente hidráulico, de uma importante fonte energética complementar de alta garantia. Em 1960, com a inauguração de mais duas unidades geradoras, a usina passou a totalizar 472 MW de capacidade instalada.

1996
1996

Em 05 de Julho de 1996, foi promulgada a Lei Estadual nº 9.361, que criou o Programa Estadual de Desestatização – PED, dispondo sobre a Reestruturação Societária e Patrimonial do setor energético paulista. Nos termos da referida lei, foi aprovada a cisão parcial da Eletropaulo, a ser efetivada mediante a transferência de parcelas do seu patrimônio para quatro novas sociedades constituídas para esse fim, dentre as quais a Emae – Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A..

1998
1998

Com a cisão, coube à Emae exercer as operações de geração de energia elétrica, antes conduzidas pela Eletropaulo. A Resolução nº 72, de 25/03/98, da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, transferiu para a Emae os direitos de exploração de Serviços Públicos de Energia Elétrica.

2008
2008

Em 2008, a Usina Termoelétrica Piratininga foi arrendada para a BSE – Baixada Santista Energia, subsidiária integral da Petrobras.

2014
2014

Com o objetivo de ampliar o parque gerador da empresa, a partir de estudos para avaliar o potencial energético remanescente no Rio Tietê, foi identificada a possibilidade de construção de uma Pequena Central Hidroelétrica – PCH junto à Barragem de Pirapora, já pertencente à Emae. Para tanto, foi constituída, em 22 de dezembro de 2010, a Sociedade de Propósito Específico Pirapora Energia S.A., subsidiária integral da Emae, para administrar, construir, planejar, operar, manter e comercializar a energia produzida pela PCH Pirapora, que entrou em operação no início de 2015.

2024
2024

  • Em 17 de janeiro, a Emae inaugura, em parceria com a KWP Energia, a Usina Fotovoltaica Flutuante Araucária, a primeira e maior usina do setor em operação comercial do país, no Reservatório Billings, em São Paulo.
  • A Emae manteve a Usina Termelétrica Piratininga arrendada à Baixada Santista Energia (BSE)/Petrobras até maio de 2024. Os ativos foram devolvidos à Emae e a concessão, que estava em nome da BSE, foi extinta.
  • Em 19 de abril de 2024, o Governo do Estado de São Paulo realizou a sessão pública de leilão da alienação de ações do capital social da companhia na B3. 

A transferência de controle para a iniciativa privada foi anuída previamente pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), por meio do Despacho nº 2.379, publicado no Diário Oficial da União (DOU) em 23 de agosto do mesmo ano, e aprovada sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

No dia 2 de outubro de 2024, a transação se torna efetiva.

2025
2025

Em 5 de outubro, a Sabesp anuncia a aquisição de ações da Emae ao comprar cerca de 74,9% das ações ordinárias e 66,8% das ações preferenciais.

No dia 15 de dezembro, o CADE aprova a venda da Emae para a Sabesp sem restrições.

2026
2026

Em 20 de janeiro, a ANEEL aprova a anuência prévia à transferência de controle societário da Emae para a Sabesp, ratificando a operação. No dia seguinte, a Sabesp conclui a aquisição de 74,9% das ações ordinárias e 66,8% das ações preferenciais, efetivando o controle acionário da Emae.

 

No dia 12 de fevereiro, a Sabesp protocola pedido de registro de Oferta Pública de Aquisição (OPA) junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para aquisição das ações ordinárias remanescentes.

 

Em 23 de fevereiro, durante a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da Emae, foi aprovada a nova composição do Conselho de Administração da companhia. Na mesma data, o novo Conselho de Administração elegeu a Diretoria Executiva, que passa a liderar a Emae nesta nova fase, consolidando a entrada da Sabesp como controladora e formalizando a transição da gestão.